quinta-feira, setembro 18, 2008

NA COZINHA É UM DESCANSO


Frango com whisky

Antunes Ferreira (com a ideia do Maia Figueiredo)
Há por aí tanta malta que se considera como sabendo cozinhar, que é um vê-se-te-avias. De tal maneira que já propus às entidades competentes a reformulação do ditado clássico «De médico e louco todos temos um pouco», para «De cozinheiro, treinador de futebol e mouco todos temos um pouco». E ainda tenho dúvidas sobre se deva acrescentar (ou não) elementos como político/mentiroso, arrivista, pseudo-desenrascado, golpista e falcatrueiro. Continuo a congeminar.

Não desfazendo, eu cá sou um cozinheiro insolente, i.e., excelente. Não é que me gabe, mas é a pura verdade. E quem diz a verdade não merece castigo. E a verdade é como o azeite: vem sempre ao cimo da água. E, por azeite…



Aqui vos deixo esta receita, magnífica, de lamber os dedos. Eu próprio já a fiz em casa e deu super certo... É porreira para ser feita todos os dias, mas, em festivos, é óptima. Aqui vai – e muito bom proveito.

Ingredientes:

- Uma garrafa de whisky (do bom claro!) Passe a publicidade, Bushmills, Cardhu, Monkeys de 20 anos, Old Parr, e quejandos;
- Um frango com mais ou menos um quilo e setecentos;
- Sal, pimenta, alho, piripiri e ervas de cheiro, a gosto;
- 150 ml de azeite virgem;
- E nozes diversas salgadas e picantes q.b.

Modo de preparar:

- Arranje o frango;
- Beba um copo de whisky;
- Barre o frango com uma massa composta de sal, pimenta, alho, piripiri e as ervas, previamente misturados em almofariz ou batedora;
- Junte o azeite.
- Beba outro copo de whisky.
- Pré-aqueça o forno durante cerca de dez minutos.
- Sirva-se de mais uma boa dose de whisky, enquanto aguarda; coma as nozes diversas como aperitivo.
- Coloque o frango numa assadeira grande.
- Sirva-se de mais duas doses de whisky.


- Axustar o terbostato na marca 3 , e debois de uns vinti binutos, botar para assassinar. Digo, assar o páxaro, hic.
- Emborcar uma doje de visque debois de beia hora, dispemxar as nojes, hic, e gontrolar a assadura do ganzo.
- Tentar zentar-ze duma gadeira, servir-se de ouuuuuuutra doje , hic, xufixientemente abundante de visque.
- Cozer(?), costurar(?), cozinhar, sei lá, que se liche, o vrango.
- Deixaaaar o filho da buta, hic, do bato no vorno por umas guatro horas.
- Tentar retirar o galo do vorno, hic. Não gueime as mãos, garago!
- Bandar mais uma boa doje de whisky pra dentro. De você, é claro.
- Tentar nogamente tirar, hic, o sacana do piru do vorno, porque na primeira , hic, teenndadiiiva dããão conxeguiuuuuuuu.
- Apanhar a merda da abe que gaiu no xoalho e enjugar o filho da buta com o bano do jão, hic, e cologá-lo numa pandexa ou qualquer outra borra, bois avinal você nem cosssssssssta muito dessa borra mesmo.

- Tá bronto. Bom probeito, hic.

Tenho de acradexer ao balandro do Baia Videirego esta, hic, noba contribuixão aqui para esta cacada de blóguio. Viz-lhe, à contribuixão, nunga ao Baia, umas alteraxõejitas, pra belhorar as coijas. Axim éké. Biba!

4 comentários:

Jorge Sena disse...

Oi Henrique. Muito boa! Me ri que nem uma perdida

Antunes Ferreira disse...

Jorge

Ganda Sena!

Se vires uma mulher perdida
não a trates com desdem
que, nas agruras da vida
até pode ser a tua M...adrasta
Abs

Kok disse...

Oh Ferreira, com toda a xerteja e xincheridade que adorei e recheita.
De tal modo que ejecutei na totalidade a parte do "Balvenie" 12A., a xêco (no ice).
Xó tem 1 inconbeniente: o frango, nunc'óbí
Akele abraço, pah!

Anónimo disse...

OH Sr Ferrira, eu fiz tudo bem, só que no final não deu para comer o frngo, estava muito queimDO,...........ADORMECI, PENSO QUE FOI DO CHEIRO DAS ERVAS.



HENRIQUES