sexta-feira, julho 25, 2008



O cheiro da feira

Antunes Ferreira
A
inda me lembro do cheiro da feira das Cebolas. Em Portalegre. Era muito puto, um criançola, ia com o meu Avô Braz, pela mão dele não fosse o diabo tecê-las, em busca de carrinhos de madeira trabalhados à mão, que os catraios apontavam, deslumbrados, e bonecas de papelão moldado, com olhos a fingir de verdadeiros que enlevavam as garotinhas.
Podia recordar-me de tudo o mais, dos cavalos do carrossel, das cores da barraca do circo que embandeirava ali perto, dos ciganos que, lá no fundo do terreiro, vendiam pilecas como se de baios se tratasse, do homem que engolia espadas a troco de meio tostão no chapéu.

Mas, o que perdurou para sempre foi o cheiro. Do algodão doce enrolado nuns pauzinhos, das farturas a sair das frigideiras imensas, gordas de azeite, por vezes um tanto esturricadas e dos filhos menores delas, os churros da autoria com direitos de propriedade de Don Pablo, espanhol de Badajoz. Da carne de porco frita, com muito colorau, alho e louro, uma carne que - dizia a malta – era ós códradinhos. Na verdade, cubos mal amanhados.


Do peixe seco e salgado, algum era bacalhau, outro pixelim, outro ainda sei lá o quê. Dos pasteis do dito cujo, mais batata e salsa e cenoura do que o peixe propriamente referido. Das iscas com o bofe a adubar o molho, com elas ou sem elas, sendo que estas últimas eram as batatas cozidas. Na ausência do tubérculo, o fígado cortado fino, macerado em vinha-d’alhos e convenientemente frigido comia-se em cima de fatia de pão – alentejano, óbvio. De resto, o melhor do Mundo – e arredores. E do chouriço assado – em álcool.

Para mim, gaiato de seis anos, mais coisa, menos coisa, o mais importante da feira, para além dos cheiros que dela se evolavam, era a mão segura do meu Avô, o Senhor Tenente da Guarda-fiscal reformado, de bigodes brancos encerados, que ia nas procissões sob o palio, ao lado do Reverendíssimo Bispo e do Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal. Digníssimos representantes das forças vivas da cidade.


Era uma mão forte, rugosa, segura. Mão que agarrara contrabandistas raianos e que passara revista segurando a espada, aos guardas de Kropatchek ao ombro, em sentido. Era uma mão simultaneamente acolhedora, até mesmo carinhosa, fértil em carícias. E a plebe que connosco se cruzava, tirava o chapéu e dizia deus o salve Senhor Tenente. Nessa altura, empanturrava-me de poder. Gente boa e respeitosa, comentava ele. Eu não compreendia lá muito bem – mas gostava.


Até que um dia o Avô Braz me comprou um balão de gás, azul e cheio que nem zepelim. Olha lá, menino, deixa que te ate o cordel na ponta do dedo para que não voe. E nunca mais o apanhas. Mas o ninho de travessuras que eu era corria sem dar execução à ordem do Avô Senhor Tenente. E o balão, no uso do direito que muito justamente lhe assistia, soltou-se e voou. Lá para cima, num céu cada vez mais longe – sem nuvens.

Foi uma choradeira. Do vendedor nem o rasto. Esgotara a mercadoria, ainda talvez lhe tivesse restado um pouco de hélio, mas fechara os taipais, no dia seguinte haveria mais, ponto final, parágrafo – na outra linha. Bem se afadigou o distinto Oficial na tentativa vã de calar-me a berraria correspondente. Parecia a sirene dos bombeiros, comentaram depois, uns quantos mais chistosos.

Só se calou a boca com um torrão d’Alicante, a que os galfarros chamavam de alicate, cortado em fatias com um facalhão de matar porcos, por Doña Mercedes, também fronteiriça, que montava banca em todas as feiras da zona e adjacentes. Lá voltei, mastigando el turrón de azucar y almendras, sem hipóteses de choradeira.

Mas, no dia seguinte, Domingo, de manhã bem cedinho, antes da missa, levou-me, sempre pela mão, o magnífico e imponente Avô - para comprar outro balão. Desta feita, verde alface. Com o nó do cordel bem apertado no dedo indicador, que era o mais indicado. Com tudo isto, o que ainda de quando em vez me entra pelas narinas – é o cheiro da feira. Das Cebolas.

31 comentários:

São disse...

Viva!
Torrão de Alicante?...Ainda hoje como!
Bom final de semana.

Não tente me entender... disse...

Te vi lá no espaço do João
Gostei do teu blog
Virei mais vezes...
Tenha um ótimo final de semana!
Bjs
Fique com Deus!

contradicoes disse...

Venho retribuir e agradecer o comentário nada extenso mas que muito me honrou. Aparte da contrariedade em termos de saúde que estou a tentar ultrapassar terei todo o prazer de colaborar no convite que me foi feito e dentro de algum conhecimento pessoal que tenho de Angola, terra onde nasci em 1944 e donde vim durante o processo de descolonização. Afinal somos jovens praticamente da mesma idade
facto que nos confere um conhecimento e experiência da vida muito mais alargada, comparativamente com um qualquer jovem. Por isso não me furtarei a contigo colaborar desde que obviamente assunto do meu conhecimento.De imediato tomarei a liberdade de linkar este blog para que me seja muito mais fácil visitá-lo. Um abraço do Raul

Alice Matos disse...

Ai os cheiros... da feira... do Alentejo... farturas e algodão doce... torrão de alicante e carne de porco com pimentão "da carne"...
Depois... as mãos... as mãos rogosas e firmes do avô...
Por fim o balão... e o berreiro de o ver rebentar ou fugir... e... claro... bem preso no dedo indicador...
As palavras que eu poderia ter dito... Adorei... porque falaste por mim...
Beijo...

Zé do Cão disse...

Para mim a Travessa do Ferreira está porreira, pá, está porreira. Sinceramente, este post entusiasmou-me. Gostei. E encontro por aqui, uma visitante do blog do Zé, muito especial e por quem tenho muita admiração.
Trata-se de: SÃO.
Com que então o meu amigo é de Portalegre, cidade onde a rua Direita , deve ser a mais torta de Portugal.
E onde havia 2 manas, cujo nome porque eram conhecidas não digo, porque não gostavam que as chamassem assim (mas eu não sabia de outra maneira)que faziam uns bolos deliciosas.
Quantas vezes Ferreira, em cima do muro na estrada que sobe para a serra, virava o cu para a Cidade e espreitava-a por entre as minhas próprias pernas.

Oliver Pickwick disse...

Leitura deliciosa, saudáveis nostalgias. Uma viagem emocionante no espaço-tempo, até as saudosas feiras.
Nasci e me criei no interior, portanto, a feira foi uma grande referência.

Agradeço pela visita, assim como as palavras gentis deixadas lá no condado.

Um abraço!

VANUZA PANTALEÃO/OBRA LITERÁRIA disse...

Esses cheiros da infância ficam para sempre! Lembro-me bem dos pastéis da vizinha, foram os mais gostosos que já provei...Um dia compro seus livros, Ferreira, e vamos tomar vinho verde com muitos queijinhos, mas pagas a conta!Rsssss. Bom final de semana!

VANUZA PANTALEÃO/OBRA LITERÁRIA disse...

E o que é torrão de alicante? Fiquei curiosa...

Zé do Cão disse...

Ferreira. Voltei logo pela manhã e tens de explicar muito bem o que é torrão de Alicante à tua visitante vanuza pantaleão.

Aquela caravana, cheia de luzes instalada no largo do Platano, onde comprei alguns. Saudades meu caro.
A serra de S. Mamede...
Como sei e como conheço tudo isto se não sou de Portalegre e bem sequer Alentejano?

Paradoxos disse...

um abraçao fraterno estimado amigo!!

Edu

JOTA ENE ® disse...

Ola Antunes Ferreira,

Primeiramente parabenizá-lo por andar nestas "andanças" :-)

Vim parar aqui por acaso e não me arrependo, li com atenção alguns conteúdos, bem como, o seu "about me", chamou-me a atenção o facto de ter estado no DN na década 70/80, certamente recorda-se (e porque estou ligado à fotografia) do Fernando Farinha, com uma obra (fotografia) notável no dealbar da guerra d'África.

Pois... partilhei belos momentos (eu e família) com o FF, homem sempre bem disposto e com um riso contagiante, confere?

Abraço e bom f-d-s!

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Fiz novo post hj, a pedido de uma amiga do Blog. Vc já deve ter visto o filme, que é lindo.
Apareça aqui:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com
não há ponto depois de www
Um beijo,
Renata

Santhiago Ramirez disse...

Delícia de texto. E hoje é o dia dos avós... felizes dos seus netos, e feliz de você, que tem essas lembranças tão boas, tão lindas.
Abraços fortes

Antunes Ferreira disse...

Sai uma individual/colectiva prá mesa do canto!

São
Eu também ainda hoje - e sempre
Qjs

Não tente me entender...
Claro que vou tentar! E te vou tentar...
Qjs

Contradições
Angola é... Angola. Não foi: é e será. «Verá-se», como diz o ceguinho...
Doença nunca é boa. Mas, ler ajuda: o me(a)u «Morte na Picada». Compra - keubempreciso...
Abr

Alicinha
Ainda bem que falei por ti - e por todos quantos adoram as almas boas, os cheiros bons e os petiscos bons. Poçaras, já me esquecia: e os vinhos bons!
Qjs

Compadre Zéi do bicho
Ê cá nã sou de Portalegre. O meu Avô Braz e a minha Mãe Glória ékeram. Mas, passei lá muitos tempos e brinquei muito na Corredoura. Até fui ao cinema Crisfal. Tás entendendo?
Nã serás alentejano, mas disfarças muito beim...
Abr

Mister Pickwik
Antes do mais: onde ficaram os Misteres Tupman, Snograss e Winkle? Pelos vistos, vens sózinho. Volta todos os dias, my boy
Abr

Vanuzinha
Olha minha querida, já não posso passar sem ti. Dia em que não venhas é apenas... meio-dia.
Qjs

Van&Dog
Torrão d'Alicante
Wikipedia (estou farto dela, mas kessádefazer?...)
«O torrão de Alicante, também referido como Terrum, é uma pasta de caramelo com clara de ovos e amendoins. Também de amêndoas. É frequente encontrá-lo em festas populares e romarias.
É conhecido no Uruguai e na Argentina como torrone e, em Portugal, como torrão. No Brasil chama-se Mandolate e é típico do Rio Grande do Sul».
Chega????... Os gajos têm mais. Eu, não...

Insolentíssimo Edu
Muitíssimo obrygadérrymo. Volta já amanhã - se não for hoje
Abr

Jota Ene
Boa! Óptima. Claro que sim. Conhecemo-nos e «amámo-nos» - porra! salvo seja... em Agola e fui eu que o levei para o DN.
A capa do me(a)u «Morte na Picada» que dei à luz em Abril é uma foto do dito cujo FF. E, no «miolo» do livreco, todas as outras são também.
Já agora: compra o búque e enfia-o a Amiga(o)s. Bem preciso de umas ma$$a$
Abr

Rêzinha
Já lá estive. Muito bem. E essa força? Grande, como sempre? Sim, estou certo!
Qjs

Santhiago
Olha, não tinha notado o dia. Mas, os meus netos lembraram-mo - e tu também. É uma felicidade! Volta logo
Abr

ORA MUITO BEM:

UNS (UMAS) QUANTO(A)S já mandaram os respectivos imeiles. Para os faltoso - menina de cinco olhos! No mínimo...

Rei da Lã disse...

Sem tempo (e racionalidade) para leitura atenta, digo-lhe que voltarei, A. Ferreira!

Jofre de Lima Monteiro Alves disse...

Cheguei cá pelas vias da blogosfera, andando sem destino. Fiquei agrado com o que vi, de grande valia e qualidade, atractivo e interessante, um espaço para ver e visitar com frequência. Boa semana com tudo de bom.

Antunes Ferreira disse...

Rei da Lã

Uma dúvida: és da Nova Zelândia ou da Covilhâ?
Mais importante: compro o me(a)u «Morte na Picada» - e já está.
Espero muitas e novas visitas.
Abs

Antunes Ferreira disse...

Monsiú Jofre
Vu néte pá le marêchal, je pãçe...
Já fui ao teu blogue e deixei lá um cumentário (com o).
Volta depressa que sem tu (ou será ti?) passo muito malzinho.
E compra o me(a)u «Morte na Picada».
Sétune órdre!
Abs

NR - Mom franssiu é tré bom!!!!!

Boca no Trombone disse...

Bom saber que grandes jornalistas também aderiram ao ato de blogar. E melhor ainda, contar com pessoas que com certeza pode colaborar com seus comentários em matáerias de outros que mesmo não sendo se aventura, pelo menos no blog.

Um abraço e boom final de semana

Antunes Ferreira disse...

Boa, caro Boca no Tombone

É pá: eu não sou um grande jornalista e escrevinhador, juro. Só no peso: 129,876 quilitos...
De qualque maneira, muito obrigado e volta logo.
E não te esqueças de:
1) Comprar o me(a)u livro «Morte na Picada». Pela net, podes.
2)Mandar o teu IMEILEEEEEEEEEEEEE!!

Kok disse...

Não sei explicar, porém soa-me bem tratá-lo assim: Oh Ferreira!
1-Agradeço a visita "lá a casa" e se acha que a prosa de minha autoria o merece, então passe por lá mais vezes.
2-Quanto à feira -da cebola e de outras- revi-me completamente no que dela relata; até no sacana do balão voador onde só falhou na cor (o meu era amarelo, mas não tive direito a segundo), e o meu avô era Joaquim e não era nem tenente nem tinha bigode!
3-Também eu tenho um desejo por cumprir: visitar Goa;
4-Não deixarei de o visitar sempre que possa; ah, Oh Ferreira, isto de -Sr./você aqui no virtual não dá; Ok? Então inté e Akele abraço, pah!

Espaço do João disse...

Caro Ferreira.
Eu nunca fui um desenfiado, simplesmente como descrevi na postagem anterior, aquilo não era a minha guerra e, como tal fiz tudo o que podia fazer para não sair no cano duma mauser.Em 1968, dois anos após ter passado à disponibilidade e estar em Angola, ainda assim fui parar ao Grafanil por engano. Claro está que foi a única maneira de conhecer Luanda, até que enquanto lá estive não contribuí em nada com a guerra. Estava na Lunda na montagem duma central térmica e, mesmo assim conseguiram-me localizar.Como vêz fui sempre um persseguido. Sou daqueles que andava com um B.I. com uns números duma cor azul, onde só vim a saber o seu valor depois do 25 de Abril. Como podes ver não devia ser erva de bom aroma. O teu link já está no meu espaço. Passa por lá e cheira à vontade. No tempo em quetrabalhas-te no D.N. ainda tiveste como chefe o Saramago? Olha, esse gajo nunca foi do meu gosto e, cinceramente não aprecio a sua escrita. Quando começou a limpar grandes jornalistas do D.N. não usava Abas de Grilo.Para mim é um renegado. Não penses que com istoseja um elemento ligado à carneirada. Um abraço João.

Hermínia Nadais disse...

Olá!
O dia hoje foi longo! Muito longo!... Mas... como tinha o computador ligado, vim dar-lhe uma vista de olhos e encontrei o seu longo mas apetecível comentário.
Obrigada pela visita... obrigada pelo comentário... obrigada!
Sinto-me muito feliz por me ter dado tanta atenção. É muito gratificante para mim ser abordada por alguém com tanta importância assim.
Então, mesmo no adiantado da hora, não resisti a vir dar uma volta pelo seu espaço.
Acho o máximo! Tantos nomes importantes lhe estão ligados!... Quem sou eu... para que isto esteja a acontecer!...
Quanto a tudo que me pede, farei, a seu tempo. Vou conseguir o seu livro. Estarei atenta ao desenrolar das suas actividades. Não vejo em que possa ser útil, mas se o puder ser para alguma coisa, estou aqui. Mas... que vou utilizar lá isso vou.
Hoje, vim aqui e li um pouquinho. Amanhã virei saborear um pouco mais. Este espaço vai servir-me de um maravilhoso passeio e passa tempo sem necessidade de sair de minha casa.
Bem-haja, amigo, pelas partilhas!
Boa semana.

neo-orkuteiro disse...

Antunes Ferreira, meus cumprimentos brasileiros a este blog que acabo de conhecer, vindo do meu. Deliciei-me com a leitiura inicial deste post, cheio inclusive de dados culturais interessantes. Presumia eu que houvesse algodão doce em Portugal como há no Brasil, mas não tinha idéia de como vocês portugueses o chamavam, descubro aqui que é o mesmo nome. Minha pesquisa deverá prosseguir. Os demais coisas de comer citadas, principalmente as que desconheço, eixam-me curioso. Quando o orçamento permitir visitarei Portugal e farei sabe Deus quantas descobertas. Quem sabe mesmo encontre alguns dos meus amigos virtuais lusos. Tive a grata satisfação de reconhecer algusn de seus comentaristas aqui. Isto é progresso. Grato por sua visita que acabo de retribuir.

NAELA disse...

Obrigado pelo comentario maravilhoso, alias valeu a pena vir ver o seu cantinho com textos interessantes!
Um beijo doce

Antunes Ferreira disse...

Kok

Pois sim senhores, as coisas são o que são - e a mais ninguém é obrigado.

A minha mulher, Raquel, tal como se pode ver em diversas passagens do Travessa - é de Goa. O meu falecido sogro tinha a árvore geneológica desde que o primeiro antepassado, Raicar, o Senhor de Raia, fora baptizado (1589).

O malandro que deu cabo da vetusta e enorme representante da flora, foi cá o je, plebeu até à raiz dos cabelos.
É a vida.
O´pá, volta logo que queiras

Qjs/Abr

Antunes Ferreira disse...

Olha lá ó João

Nunca me passou, sequer, pelo cristalino bestunto, que te tenhas desenfiado. E, se o tivesses feito - muito bem. O resto - são cantigas. Vê se te despachas a comprar o me(a)u livreco. E a recomendá-lo à tua malta.

Porra! Eu fui para o DN quando o Saramago saiu. Felizmente. Conheço-o pessoalmente e chega. O que tem de bom como escritor, acho, tem de mau como feitio.
Abr

Xinha disse...

Texto deveras interessante... Mas, quanto ao Torrão de alicante, fiquei curiosa... vou tentar saber mais!!!

Xi-coração

Antunes Ferreira disse...

Naela

Beijo doce - muitíssimo obrigadérrimo. Gosto. Adoro.
E não insisto no me(a)u «Morte na Picada». Vende-se pela net - ver neste meu blogue
Qjs

Antunes Ferreira disse...

Herminiazinha

Já comprei um babete, por mor do que dizes ser eu «uma pessoa tão importante». Para um gordo (129,397 quilitos) bonacheirão, isso é «esmasiado». A baba escorre-me pelas comissuras labiais - e esta, hein??????

Bom, desnecessárioo se torna pedir-te, pesem embora os muitos quefazeres, que voltes com regularidez (ou será idade? Ou será da idade?).

E muito menos que compres o tal me(a)u livrito. Tenho dito e rimalhei.
Qjs

elisabete fialho disse...

Do blog - O Profeta - vi sua janela resolvi espreitar,é que o cheiro a farturas promete um chá no finalzinho da noite.
Simpatizei com seu blog.
Um destes dias re-passo por cá