domingo, abril 23, 2006

Agar-tecimentos, porra!!!!!!!!!!!!!!!!

Quem não sabe é como quem não vê. Aos que ainda caem na esparrela e chegam por ínvio caminho a este desgraçado Travessa do Ferreira, os meus pedidos de desculpas mais reverenciados. Isto é que eu sou uma besta! Muito obrigado. É já a terceira vez que tento publicar isto - e o resultado está à vista...

Como não m'alembro de como se apagam burradas nestes locais solitários em que a vaidade s'apaga... todo o cobarde faz força, todo o valente se caga..., tenho de recorrer, uma vez mais ao João Santos, meu Mestre em blóguios, ou então ao meu sobrinho Jacinto João, o Joca, que me meteu esta blogodependência no cristalino bestunto. Só assim poderei apagar os textículos inacabados, um deles nem isso, pois só tem um começo envergonhado de título.

De qualquer das formas, retomando o que tentava dizer - o novo comentador é o meu querido Fernando da Bandeira, sem da. Desde a CCS do QG de Luanda que tentamos acertar o passo, militarmente falando, está claro. Mas a puta da vida empurrou-oe ao seu clã para o Québec e a mim fez-me voltar à minha Lisboa para fruir da Liberdade e da Democracia que, desde que me conheço como homem, são escopos, felizmente alcançados.

No entanto, sempre que possível, encontramo-nos, ou cá, ou lá, e isto (ainda) não vai ficar assim! Destas ameaças - que a Nanda e a Raquel apoiam sem restrições - gosto eu. Mais do que de pevides, de castanhas piladas - ou de canetas. É obra. Estejamos onde estivermos, é certo e sabido e ponto assente que, por mais quilómetros que entre nós existam, estaremos sempre juntos. Pela minha parte, até... ao forno crematório.

Boa, sôr engenhokas Fernando Bandeira!!!! Volta sempre, mais e mais, a estas páginas desgarradas e muitas vezes desvairadas. Que sirvas de exemplo a muitos outros no escrevinhanço com que me honraste. Um destes dias, pelo calor da neve invernal, vou tomar banho à piscina da tua casa. Tá combinado.

Henrique, o ANTUNES FERREIRA

3 comentários:

Bandeira disse...

A verdade seja dita: a Nanda e eu preferimos, mas de longe, que nos re-encontremos a saborear uma boa cerveja geladinha à beira de uma piscina do que...enfim ponhamos de lado o forno crematorio.
Abraços
FLBandeira

Armando Fernandes disse...

Contribuição para o tema do romance de Dan Brown
Na introdução do livro, o autor indica sob a rubrica «os factos» : «A sociedade secreta do Priorado de Sião foi fundada em 1099, após a primeira cruzada. Foram descobertos, em 1975, na Biblioteca Nacional francesa, pergaminhos conhecidos como os «Dossiers Secrets», onde figuram os nomes de alguns dos membros do Priorado, entre os quais se encontram Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo, Leonardo da Vinci, Nicolas Flamel, Claude Debussy, Charles Nodier e Jean Cocteau». Mais adiante o autor acrescenta: «Todas as descrições de monumentos, de obras de arte, de documenos e de rituais secretos evocados foram verificados como verdadeiros.»
Astúcia literária, ou Brown está mesmo convencido do que escreveu? É de notar que a obra não sai inteiramente da sua imaginação. Muito longe de tal. Há no entanto que assinalar que a obra evoca un misterioso «Priorado de Sião», ordem secreta emanando dos Templários, e a filiação cristícola.
A jornalista francesa Marie-France efectuou, por conta do Nouvel Observateur, uma pesquisa sobre a personalidade do fundador do Priorado de Sião, uma banal associação (lei 1901), fundada em Maio de 1956 por Pierre Plantard, e cujos estatutos foram registados na sub-prefeitura de Saint-Julien-en-Genevois (Haute Savoie). Através de documentos falsos forjados em 1967 e intitulados Dossiers Secrets d’Henri Lobineau, Plantard apresenta o priorado como uma confraria remontando a 1099, ligada à Ordem do Templo, e cuja missão seria preservar o segredo duma descendência esconsa dos Merovíngios (ou Merovingianos ?), para a restauração duma monarquia merovíngia em França.
Em 1982, os autores de história alternativa Henry Lincoln, Michael Bigent e Richard Leigh, retomaram, por conta deles, esta mesma teoria na obra «O Enigma sagrado» (em inglês «Holy Blood, Holy Grail»), acrescentando neste ensaio que a dinastia mevoríngia descenderia directamente de Jesus e de Maria Madalena e que, nesta óptica, a missão do Priorado – que eles apresentam como real – seria a de esconder a existência desta «santa linhagem». Os três co-autores estabeleceram, para além disto, um elo de ligação entre esta missão e o tema do Graal, tradicionalmente associado aos Templários, pretendendo que o Graal seria apenas uma metáfora para designar esta suposta descendência do Cristo.
Segundo esta obra «O Enigma sagrado», o Priorado teria em tempos constituído outras organizações secretas, tais como os Templários, os Rosa-Cruz, e a Maçonaria. Os segredos relativos ao Priorado de Sião compreenderiam ainda a Alquimia, bem assim como temas lendários com respeito às Cruzadas e aos Templários (os mistérios da familia Sinclair, Bérenger Saunière e o tesouro de Rennes-le-Château) e uns quantos outros.
Se bem que o Priorado de Sião tenha uma existência «oficial», a realidade é, porém, muito menos misteriosa e esotérica.
Pierre Plantard foi acusado de fraude e, em 1992, confessou perante a justiça francesa ter inteiramente imaginado a criação desta sociedade secreta, a qual o deveria colocar no trono de França na qualidade de descendente dos Merovíngios e de Jesus Cristo.
Pierre Plantard tinha-se assinalado, durante o período da Ocupação em França, pelos seus discursos contra os judeus, pela publicação do boletim anti-semita «Vaincre», e a criação do grupo anti-semita e anti-maçónico «Renovação nacional francesa». Foi igualmente durante este período turbulento que criou Alpha Galates, uma «ordem de cavalaria» e de «entre-ajuda social» que tinha por devisa «Honra e Pátria», ordem cujo acesso era, explicitamente (e evidentemente) «proibida a judeus». Esta ordem era dirigida por «Sua majestade druídica» Pierre Plantard, cognominado «Pierre de França».
Pierre Plantard conseguira ainda uma bela mistificação apropriando-se do mito de Rennes-le-Château, uma aldeola cujo cura teria descoberto num dos pilares do altar da igreja local, pergaminhos que o teriam conduzido ao tesouro dos Templários. Pierre Plantard mandou fabricar falsos pergaminhos detalhando a sua ascendência real (os Merovíngios), a fundação do Priorado de Sião em 1099 e a lista dos seus grandes mestres.
De notar que apesar da confissão deste embuste, variadissimos autores anglo-saxões, na continuação dos do Enigma sagrado, acrescentaram a este mito moderno, criando um enredo sem fim de teorias e de contra-teorias.
O próprio Umberto Eco, no seu romance (estupendo) de 1988 «O pêndulo de Foucault», ilustrou o sistema de associação sem provas que constitui o fundamento da pretensa sociedade secreta.
Também estes Dossiers Secrets inspiraram o jornalista francês Gérard de Sède, o qual publicou os livros «L’Or de Rennes», e «La Race Fabuleuse; extraterrestres et mythologie mérovingienne».
E o Dan Brown mais não fez do que fazer mão baixa de todos estes temas à volta dos quais construi a intriga do seu Código Da Vinci.
O que perturba no livro de Dan Brown é que, por um lado, corre-se o risco de o tomar no grau mais elevado conquanto mais não seja que uma variação sobre mitos fantasiosos e, por outro, alimenta teses conspiracionistas. Desta feita, Brown atirou-se contra a Igreja Católica e o Opus Dei; mas no seu romance precedente «Angels & Demons», evocava o famoso complot dos «Illuminati» que querem instaurar uma nova ordem mundial.
Mas temos de constatar que mitos e teorias conspiracionistas são os elementos incontornáveis do «business fabuloso» que constitui a obra de Dan Brown.

Sao-nos propostas visitas ao Louvre en pequenos grupos pela soma de 110 euros. Uma sociedade americana propoe, por 2.299 dolares, um circuito de oito dias na Europa na peugada de Robert Langdon, o heroi do livro.
E há os autores que se lançaram, furiosamente, sobre a obra de Brown. Assim, vimos aparecer livros como «De-coding DaVinci», «Breaking the Da Vinci Code», The Da Vincideception», The Truth Behind the D Vinci Code», Solving the Da Vinci Code Mystery», «Da Vinci Code Decoded», «The Da Vinci Code; Fact or Fiction?», e particularmente o livro de Daniel Burstein, «Cracking the Da Vinci Code», que foi traduzido em francês com o titulo «Le Code Da Vinci Décrypté».
O sucesso do livro de Dan Brown redinamizou os mitos do tipo tesouro dos Templários, e reactivou o interesse por Rennes-Le-Château. As obras editadas respectivamente em 1986 e em 1987 «Les Tentations de l’Abbé Saulnière» e «L’Or du Diable», do escritor francês Jean-Michel Thibaux, foram reunidas e re-editadas com o título «Le Secret de l’Abbé Saulnière». O abade Saulnière é aquele que teria supostamente descoberto o tesouro dos Templários na sua modesta igreja de Rennes-Le Château, e este nome é dado no romance de Dan Brown ao conservador do Museu do Louvre.

Armando Fernandes disse...

Absolutamente imperdoável da minha parte! Assim sendo, não peço perdão! Mas apresso-me a acrescentar ao texto/comentário que recedentemente publiquei o seguinte:

O texto/comentário em questão é baseado em informações colhidas em 2003 e 2004 em revistas especializadas e artigos encontrados na Internet sobre o romance de Dan Brown «The Da Vinci Code», que já se vendeu a mais de 25 milhões de exemplares.