sexta-feira, maio 25, 2007



Segundo a OCDE no tocante a Portugal
Consolidação orçamental
e revisão do crescimento


A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) reviu ontem em alta as previsões de crescimento para a economia portuguesa alinhando-as com as do Governo e da Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional. A OCDE, nas perspectivas económicas acabadas de divulgar, espera que Portugal cresça 1,8% em 2007, mais 0,3 pontos do que a previsão de Novembro.

A instituição, que agrega as trinta economias mais desenvolvidas, dá também sinais positivos na frente orçamental: espera que o Governo consiga um défice orçamental de 3,3% do PIB, valor que compara com os 3,7% divulgados no final do ano passado. Para isso, estima que o consumo público recue 1%, três vezes o valor estimado há seis meses.

Apesar do aumento de desemprego no início do ano, a OCDE acredita que o ano irá fechar com uma taxa média de desemprego de 7,6%, o mesmo que a estimativa oficial do Governo.

Apesar de um abrandamento face ao ano passado, o bom momento das exportações deverá continuar, ao que se deverá juntar um abrandamento das importações. O resultado será uma contribuição líquida do comércio externo de 0,9 pontos percentuais. No ano passado a contribuição foi de 1 pp.


Inocência ajuramentada

O autor deste texto, publicado no Semanário Económico, é o jornalista Rui Peres Jorge dos quadros do jornal. Não fui eu quem foi à tigela da marmelada, juro. Muito menos inventei os números da OCDE.

Conheço relativamente bem a Organização, já estive por várias vezes na sua sede em Paris, participei ali, até em discussões de trabalho. O que não me foi difícil, muito menos representa mérito próprio. O cargo de Assessor do falecido Sousa Franco, então Ministro das Finanças, foi justificativo natural para tais cometimentos.

Pelos vistos, já há mais de ano o escrevi neste blogue, a OCDE faz parte da cabala internacional que, sem se perceber muito bem porquê, apoia descaradamente o Governo Sócrates. Quem o diria? Aparentemente insuspeita, supostamente independente (quem o é hoje?), vai-se a ver e é um dos tentáculos da máfia que anda por este Mundo a espalhar que as coisas vão melhorando em Portugal. Não com a velocidade desejada, mas Roma e Pavia…

Suponho, assim, que São Bento (não se trata do excelente técnico leonino) anda a treinar mais uns quantos suspeitos para que se apresentem mais favoráveis à conjuntura lusa. Instituições de pouca monta - tais como a CE e o FMI – são outros dos pecadores que batem na mesma tecla. Brada aos céus não haver quem ponha cobro a estes dislates mundiais. Nem mesmo o Executivo português, imagine-se.




Com estas e outras, começo a pensar que tinha alguma razão, pequenina embora, quando aqui escrevi, juntamente com a Eva Gaspar e outros, que a economia de Portugal já não estava em coma, embora ainda não tivesse saído dos cuidados intensivos. Mas, mesmo aí, tudo indicava que passara à condição de convalescença - o que já não é mau. Os outros cresceram mais do que nós, é um facto. Mas, grão a grão…

Dos enganos vivem os escrivães, diz o ditado. Se calhar não terá sido totalmente o caso. Tal como dei a mão à palmatória, também aqui reivindico o direito à correcção – ainda que diminuta. O que, em termos processuais, poderia ser uma inocência ajuramentada. Que não existe – mas fica bem. O futebolista João Pinto, o do FCP, ora treinador, fez uma afirmação que já entrou na panóplia do calino: Prognósticos, só no fim do jogo.
A.F.

5 comentários:

Amilcar Castanheira, Barreiro disse...

O falso engenhocas devia nomeá-lo, sr. Ferreira, seu defensor oficial e propagandista de primeira classe. O sr. diz-se e desdiz-se com uma facilidade que espantaria se não se soubesse quem o sr. é, o que faz e, sobretudo o que fez.

Quanto ao «chefre» (?) que manda em nós espere e esperem todos para ver. E ainda têm a desfaçatez de dizer que somos nós os ditadores. Por isso ainda lhe digo sr. Ferreira: desta «democracia» não sai nem saiu nem sairá nada de bom. A greve geral de 30 deste mês será uma demonstração gigantesca do povo que está desconte com os seus «sucialistas»

Amílcar Mendes, Pontinha disse...

Não se amofine, caro Antunes Ferreira: os cães ladram e a caravana passa...

Ana S. Pontes, Braga disse...

Quem sabe se com esta viagem à União Soviética, quero dizer Rússia a socrática figura aprenda alguma coisa com a ex (?) KGB. De quem o Putin (que o p...) foi o manda-chuva. Valha-nos São Pancrácio, já que o Santo Aníbal anda muito fora dos carris. Vamos lá ver se com a Ota as coisas melhoram por Belém...

Paula C. Marques, méd, Montemor disse...

Coerência e honestidade como são seus atributos, Antunes Ferreira, já pouco se encontram naqueles que emitem opiniões e as escrevem.

Goste-se ou não se goste do eng. José Sócrates, não se pode ignorar que ele está a fazer uma coisa muito importante: cortar, tanto quanto posível, a direito. Com valentia e vontade política. O que não acontecia há anos.

Claro que toda a medalha tem o seu reverso: alguns ministros têm de ser corridos, ou já o deviam ter sido. Exemplos: Manuel Pinho, Mário Lino e alguns mais. Não se pode, porem, ter tudo.

Mantenha este blog no caminho que traçou, Antunes Ferreira. Não se importe com algumas alarvidades. Há quem acredite em si e goste da forma muito boa como escreve. Eu, sou uma delas.

Ester Leonardo, Alcabideche disse...

Vamos a ver no que dá hoje a greve geral. É um verdadeiro teste. Julgo que vai seu mau para o Sócrates, que tem de mudar de políticas.