quarta-feira, agosto 16, 2006





Desemprego ao mar


O jornalista Nuno Carregueiro (nc@mediafin.pt) do Jornal de Negócios é o autor do texto que aqui registo hoje, data em que o JdeN o publicou. Faço-o por me parecer de interesse e vir na sequência do que tenho escrito neste blogue. Naturalmente, depois de ter falado com o autor e dele ter obtido a necessária autorização para esta publicação. Fico, entretanto, muito satisfeito: um diário - que vem ganhando o seu próprio espaço nas publicações de índole económica, sob a direcção do Sérgio Figueiredo, meu Amigo de longa data, ainda que com alguns «arrufos» ocasionais - que insere um comentário destes merece ver aumentar o número dos seus leitores e a carteira publicitária. Obrigado Nuno Carregueiro.
AF

Nova descida do desemprego pelo quinto mês consecutivo

O número de inscritos nos centros de emprego em Portugal desceu pelo quinto mês consecutivo, totalizando 436.901 pessoas. O número de desempregados desceu 5,1% em termos homólogos e 1,3% face ao mês anterior.Segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no fim do mês de Julho de 2006, estavam inscritos nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 436 901 desempregados que procuravam emprego.Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume de desemprego diminuiu 5,1%, fruto de um decréscimo de 23.511 desempregados registados, enquanto em termos mensais, o número de desempregados decresceu 1,3%, o que corresponde a menos 5.598 inscritos.


Este é mais um sinal de recuperação da economia portuguesa ao longo deste ano, em linha com outros indicadores económicos que têm sido divulgados ultimamente. (O sublinhado é meu – AF)

Ao longo do mês inscreveram-se nos Centros de Emprego do País, 43 654 trabalhadores desempregados, mais 2,0% do que no mês homólogo de 2005 e mais 4,6% do que em Junho de 2006.De acordo com o IEFP, a redução anual do desemprego, embora comum nos dois géneros, atingiu mais fortemente os homens (-7,5% do que no mesmo mês do ano anterior). Em todos os grupos etários se verificou uma redução de desemprego, sendo esta mais notória entre os mais jovens. Os desempregados com menos de 25 anos baixaram 12,3%.

A procura de novo emprego que justificou a inscrição da grande maioria dos desempregados (93,2%), registou um decréscimo de 5,7% relativamente ao mês homólogo de 2005, enquanto a procura de primeiro emprego evoluiu menos favoravelmente.Com excepção dos que possuíam um grau superior de ensino (+13,8%), todos os níveis de habilitação escolar registavam menos desempregados do que há um ano atrás, nomeadamente o 2º ciclo do ensino básico, com a diminuição mais acentuada (-9,3%).

Por regiões e com excepção da Região Autónoma da Madeira, onde o desemprego cresceu 6,3%, relativamente ao mesmo período do ano anterior, a diminuição do mesmo verificou-se em todas as regiões do País, com destaque para a região Alentejo, com o decréscimo homólogo (-13,5%) mais acentuado.

Quanto às profissões dos desempregados inscritos nos Centros de Emprego, os dados do Continente, confirmam, uma vez mais a elevada representatividade dos "trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio" (53 529), dos "empregados de escritório" (50 320), do "pessoal dos serviços de protecção e segurança" (44 376) e dos "trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras" (38 792). Estes quatro grupos de profissões expressavam, no seu conjunto, 43,9% do total de desempregados inscritos.

Considerando a actividade económica de origem do desemprego, dos 397 289 desempregados que no final do mês se encontravam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Centros de Emprego do Continente, 56,2% eram oriundos de actividades do sector dos "serviços", onde predominavam o "comércio por grosso e a retalho" e as "actividades imobiliárias informáticas investigação e serviços prestados ás empresas", 40,1% provinham do sector da "indústria" com destaque para a "construção" e 3,6% do sector "agrícola".
(Nuno Carregueiro, in Jornal de Negócios, 2006-08-16)

6 comentários:

Rui Manuel de Brito, Algés disse...

Ainda bem que o AF se lembra destas coisas tais como transcrever textos assinados e publicados na Imprensa. Também sou leitor do Jornal de Negócios, que acho muito interessante, pelo que envio daqui os meus parabens ao seu director Sérgio de Figueiredo.
É bom sabermos que o nosso País não vai tão mal como dizem. Pelo contrário, parece que começou a recuperar.
Fartos de notícias más, aterradoras e suicidas andamos nós. Textos destes sabem-nos a pouco

Anónima Salina disse...

Bom Dia Chefe

Como bem sabe, eu estava mesmo precisada de ler isto. Animou o dia!

Recado:
Senhor Herculano, também eu frequentei o n.º266 da Av. da Liberdade, não como escriba, mas a aturá-los na secretaria de redacção, qual Santa Terezinha... Julgo que não nos conhecemos, mas, mais vale tarde do que nunca! Muito prazer. AS

Cecilia Maria Borba, Braga disse...

O jornalista Nuno Carregueiro apresenta este assunto muito seriamente. Não tenho dúvida que o desemprego é um flajelo em Portugal como no resto do Mundo. Saber que ele está a baixar é bom.

Por isso aqui vai o meu apoio ao NC bem como ao A. Ferreira. Bom blog é este. Muito obrigada

Luis Cândido, disse...

Estas iniciativas de criação destas páginas, são sempre de louvar.
Parabens Dr.Antunes Ferreira.

Raulzinho disse...

Agora percebo a quantidade de Audi's ... BMW's ... que por aih circulam.

Ainda bem que o vento vira para o bom lado.

Anónimo disse...

Não há mês em que o IEFP não anuncie uma redução dos desempregados inscritos na instituição para provar que as taxas de desemprego diminuem!
Notícia que, também todos os meses, é aproveitada pelo Governo para propagandear a redução do desemprego!!
Como:
Convocando licenciados que neste momento não constam no número de desempregados do IEFP porque foram varrer ruas mesmo licenciados!!!
Cortando inscrições de quem recusa-se a a aceitar empregos tão atractivos e bem pagos!!!