sábado, outubro 21, 2006




Um «manto de invisibilidade»



Uma equipe de cientistas britânicos e americanos testou com sucesso um «manto de invisibilidade» em laboratório. O projeto foi desenvolvido em Maio pelo físico John Pendry, do Imperial College de Londres, e apenas cinco meses depois a ideia saiu do papel. Com a ajuda de cientistas americanos da Universidade Duke, na Carolina do Norte, Pendry conseguiu fazer um pequeno cilindro de cobre se tornar invisível a radares.
O «manto» - na verdade um equipamento circular, feito com dez anéis de fibra de vidro cobertos com materiais à base de cobre - fez com que as ondas emitidas pelo radar se desviassem do objeto e se reencontrassem do outro lado, como se tivessem passado por um espaço vazio.

Os cientistas explicam o processo dizendo que as ondas mudaram seu caminho como a água de um rio faz quando se encontra com uma pedra. Alguém que olhe a água no rio mais à frente nunca poderá imaginar que ela um dia passou por uma pedra. A tecnologia difere daquela dos «aviões invisíveis» porque, até agora, o
que se fazia era tornar o espectro da aeronave fino demais para ser detectado pelos radares.

Desafio

Os pesquisadores ainda não conseguiram, no entanto, fazer um objeto desaparecer diante dos olhos de alguém. Pelo menos por enquanto. Para isso, eles teriam que fazer com a luz o mesmo que fizeram com as
ondas de radar, o que ainda apresenta alguns desafios tecnológicos. «Ainda não está claro se vamos conseguir a invisibilidade que todo mundo imagina - como no manto do Harry Potter», disse explicou o cientista David
Smith, da Universidade Duke.

«Mas o teste mostra o que pode ser feito com materiais artificiais. Isso nos indica que podemos criar coisas que não poderiam ser alcançadas com nenhum material que já existiu antes», explicou ainda o cientista David Smith. Os autores da pesquisa lembram que a possibilidade de esconder objetos, como tanques, por exemplo, de sistemas de detecção por radar pode atrair especialmente os militares.

Fresca e oriunda do Brasil

Mais uma colaboração do Gustavo Duarte, nosso correspondente brasileiro. O moço (que ainda não escreveu nada de sua autoria...) tem, porém, sido um companheirão, bem disposto, amável e muito educado. Como se diz no seu País – é um cara muito legal.

Desta feita, o Gustavo manda um pequeno texto de agência noticiosa. Mas, pelo interesse que lhe acho, entendo publica-lo aqui. Os leitores amigos compreenderão, uma vez mais, a minha intenção de dar à luz da net «coisas» que lhes podem agradar e que os podem enriquecer no domínio do conhecimento e da cultura. Jovem: agora está na altura de um artigozinho teu, ok?

Conservo, como sempre faço, a grafia, a semântica e a semiótica do português brasileiro, o que continua a parecer a forma mais simples e mais directa que a mesma língua de Fernando Pessoa e de Carlos Drumond de Andrade, de Luandino Vieira e de José Craveirinha, de José Saramago e de Sakuntala de Miranda, de Corsino Fortes e de Alda Lara, de Jorge Amado e de Eça de Queiroz, de Mia Couto e de Aires de Almeida Santos, de Miguel Torge e de Orlando Costa tem de ser homenageada.

No receio de tentar ser exaustivo, o que é cada vez mais calino, ainda refiro nomes como o de Alda do Espiríto Santo e Rui Knopfli, João Aguiar e Lídia Jorge, David Mestre e Aquilino Ribeiro, Agostinho Neto e Fernando Namora, Alda do Espírito Santo e José Gomes Ferreira, João Maimona e Lobo Antunes, Tomaz Vieira da Cruz e, claro, Luís de Camões.

Fico-me por aqui. É maior a nota do que a notícia, sendo que a última é muito mais importante. Ponto final, parágrafo.
Antunes Ferreira

2 comentários:

Ana Monteiro Santos, Luanda disse...

Onde este blog já vai parar... Ó Antunes Ferreira, mesmo sem o conhecer, tenho de lhe dizer que você com o seu travessadoferreira.blogspot.com é já um sucesso. Creio que vai aumentando e vai aumentar muito mais a importância deste blog. Felicidades

Octacilio Mattos, Bahia disse...

Oi cara
Estive visitando o seu blog, Ferreira. É muito legal. Uns amigos bloguistas me indicaram ele. Eu sou fã de blogs. Este seu, até vem no Brasil. Econômico, né?Um dia eu escrevo algo pra vcê publicar, tá?