segunda-feira, setembro 11, 2006







O Ministro das Finanças

Antunes Ferreira
Tenho muito prazer e muita honra de poder dizer sem margem para dúvidas que o Fernando Teixeira dos Santos é um Amigão. Outro tanto posso dizer em meu nome e da minha cara-metade Raquel, da Tina, sua esposa que faz parte igualmente e por direito próprio dessa alínea da Amizade. Ponto.

E porquê esta declaração prévia? O Professor Teixeira dos Santos encetou comigo essa Amizade, quando era Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças de outro bom Amigo, o então Ministro da pasta Sousa Franco, infelizmente já falecido. Ora eu pensei que dificilmente apareceria nesse Ministério fulcral e dificílimo, cujos titulares são sempre os maus da fita, alguém que ultrapassasse o meu colega desde o primeiro ano do Camões até à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

No entanto, o que privei com o então Secretário de Estado levava-me já a pensar que seria Homem para grandes voos, nomeadamente nesta política maneirinha que temos. Quando substituiu o anterior titular, fui, óbvia e naturalmente dar-lhe um abraço e desejar-lhe a melhor sorte do Mundo. Quatro anos de Terreiro do Paço tinham-me proporcionado a possibilidade de avaliar a dimensão da tarefa.

O tempo foi passando e entrou-me pelo bestunto, aliás pouco cristalino, que o Ministro estava a ultrapassar, quase diria todos os dias, as expectativas que nele depositara. E hoje, sem pejo nem hesitação, tenho de aqui o dizer: o meu Amigo Fernando Ministro das Finanças Teixeira dos Santos é, talvez, o governante que em tão melindrosa pasta melhor tem sido. Ou seja, que se lixe a dubitativa: o melhor.

E o peso que lhe caiu, cai e continuará a cair sobre os ombros é imenso. Recordo que Teixeira dos Santos tem também a Administração Pública nos muitos encargos pr que é responsável. Que os Funcionários Públicos ou os trabalhadores da FP ou o que lhe queiram chamar, me relevem se algum pecado cometo. Mas a Função Pública é um enorme problema.

Por todo esse oceano encapelado, o Fernando meu Amigo, o Ministro das Finanças de José Sócrates, vem navegando com mão firme e mestria. Para além dessa excelente prestação, há que realçar o modo como ele vive a função. Não apenas na dimensão política; e Teixeira dos Santos é um político de mão cheia. Mas também na relação humana.

A gente da Comunicação Social já nele confiava e bastante bem o acolhia como Secretário de Estado. O professor Teixeira dos Santos conversou então com imensos jornalistas e fez-me sempre a atenção de me pedir para estar presente nesses encontros, muitos deles conformando entrevistas. E, na modéstia do que me foi possível, tenho muito orgulho em dizer que bastantes foram os newsmen ( e women...) que eu próprio apresentei ao governante.

A revelação de que neste ano de 2006 não haverá um Orçamento Rectificativo, feita pelo próprio Primeiro-Ministro, tem por fundamento o trabalho profundo, sério e honesto que o Ministro das Finanças vem fazendo dia após dia. Há quanto tempo não havia uma peça orçamental colada à principal como mezinha de cura duvidosa?

Pois agora, com tudo o que possa dizer, comentar, criticar, apostrofar, não haverá o malfadado documento. Por isso este escrito de um contribuinte que aplaude o Ministro «que lhe vai aos bolsos». Para os (poucos) me lêem: agradeço que acreditem que não trago escondida neste escrito nenhum pedido, cunha ou similar. O Ministro Teixeira dos Santos não é dessas coisas. Muito menos de «encomendas» para que digam bem dele. Eu digo, porque assim penso e creio que muita gente mais também

O meu Amigo Fernando, portuense orgulhoso, professor emérito, governante credível, político consumado, tem, porém, uma falha - aliás lamentável. É dragão e até assiste a jogos dos tripeiros no camarote pintodacostiano, debruado a azul e branco... No melhor pano cai a nódoa, que o mesmo é dizer ninguém é perfeito.

4 comentários:

PORTUGAL A RIR disse...

Bem, eu até acho que o Sr. Professor Fernando tem bom gosto. Eu até sou azul desde as pontas das unhas até à dos cabelos. O azul é uma cor linda que é a do céu.Porém deixei de ter simpatia pelo clube das Antas, desde que o Sr. Pinto da Costa, deu um "enxurro" de estalada à Carolina!Como não sou adepto da violência, doméstica, deixei de ser adepto do maior de Portugal.Há muito anos houve a violência contra os jogadores e foi quando o treinador Yustrich, brasileiro,corria as tascas da Alferes Malheiro em procura dos jogadores, que se perdiam por lá nos copos e nas raparigas. Uma noite o pobre do Jarabu (que só bebia cálices de cachaça de "binho berde") levou um arraial de porrada do gigante treinador que bem dava para uma casa de família de 5 corpulentes varões.

PORTUGAL A RIR disse...

E continuando com as minhas simpatias pelo F.C.P. e quando era "marçano" na rua do Loureiro, seguia "aparvalhado" pelo meu Porto da Constituição, junto ao Marquês (as Antas vieram depois) entrava no campo de borla abrigado dentro de um sobretudo de um: "ó tiozinho, leve-me lá para dentro"!Quando os jogadores chegavam à estação de S.Bento, vindos de Lisboa, eu lá estava para aguentar com a mala do Virgílio, do Hernâni, do Barrigana e outros... era a vaidade dos putos carregarem com as malas, de cartão, dos jogadores (uns gajos pobres). Uma noite, todo vaidoso, passei junto Barros polícia do àtrio da gare (o que conhecia todos os chouriços da Sé) à frente do Virgílio com o cabelo empastado de brilhantina, um puto importante com a mala do "sô Virgílio". Ao outro dia pergunto ao Barros polícia: ó sô Barros viu-me ontem com a mala do sô Virgílio? Bi,bi a fazeres de carrejão!

Mário Alves Campos, Prof. Ensin Secund, Porto disse...

O Senhor Portugal a rir faz-me realmente rir. Daí que cumpra escrupolosamente aquilo a que se propõe logo na denominação do blog dele.
Consultei-o e qual não é o meu espanto: não tem nome de gente, perdão, de pessoa, apenas referindo que se trata de um gajo porreirinho (na sua própria expressão).
Trata-se, assim de um «blog anónimo» quase diria na clandestinidade. É uma incógnita bloguiana, se posso dizê-lo.
Parece-me, no entanto, que este pobre País ri alarvemente e não faz mais nada pela vida. Ora se rir é saudável, trabalhar também o é. Lá diz o ditado que o trabalho dá saúde. Há quem acrescente: então que trabalhem os doentes...
Senhor Portugal a rir
A - Diga à gente quem é, se for capaz.
B - Deixe-se de azulices e outras e tome nota do que o Dr. Antunes Ferreira escreve: o Prof. Dr. Fernando Teixeira dos Santos é o melhor Ministro das Finanças dos últimos muitos anos.
C - Se concordar, diga-o. Se não, diga-o também. Mas deite fora o resto, a começar pelo estranhíssimo e mal educado Jorge Nuno PC. Melhores cumprimentos e até um destes dias

NB - Não preciso de felicitar o Senhor Doutor Antunes Ferreira. Basta que lhe diga que sou seu leitor e seu admirador. Faz o que quer da nossa Língua que, como disse o Pessoa, é a nossa Pátria. Não tenho o prazer de o conhecer pessoalmente. Mas, quando vier ao Porto, avise-me. Vou de seguida mandar-lhe um e-mail com os meus dados.

AQUI TAILÂNDIA disse...

Caro Senhor Professor Mário Alves Campos,
Rir é saudável! Faz desopilar o fígado! Acredite que já me tenho rido que nem um "maluco" quando estou a escrever umas tretas alegres. Normalmente escrevo umas coisas cómicas,quando me levanto e a minha mulher, que não fala (e ainda bem) uma única palavra em português, e já me tem encontrada a rir sózinho! Diz-me: "darling are you alright"? Como seria a minha vida viver sob o "stress" de uma reforma que mal dá para umas malgas de arroz e de uma sopinha de verduras com um golpezinho de azeite? Senhor Professor acredite que não vivo clandestino no país que me acolhe. O "Portugal a Rir" é sim clandestino 100%. O anonimato é uma virtude do "prosador" (eu só tenho a 4ª classe com a "merenda" de azeitonas pretas), já assim era em meados do século XVIII e de quando apareceu o jornal "O Anónimo" (Ediçao Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural Português Paris 1979)que não se sabe quem foi o "figurão" da época que trouxe à realidade umas verdades. O "Portugal a Rir" vai assim continuar, mesmo que o meu amigo Dr. Antunes Ferreira,calcule quem é o "tipo" que o editou.
Na questão de paladares e simpatias políticas do Dr. Antunes Ferreira não me pronuncio. Até me parece que não somos do mesmo clube de futebol... e não pretendo andar à "sapatada" de palavras e misturar simpatias, clubistas ou politiquices por amizade. Claro que sim o Senhor Professor Mário Alves e o Dr. Antunes Ferreira somos portugueses das quatro costados!O Fernando Pessoa não foi mais do que nós.
Vamos continuar a rir porque o vivermos uns alegres contentes que além de nos dar mais uns anos de vida ajuda-nos a viver a nossa vida de tesuras!
A vida é esta: "uns têm estrelas e outros nasceram estrelados"!!! Ria,ria, todos os dias Sr. Professor por o que rir far-lhe-à bem à saúde!
Cordialidade