
DESTINO: MÚSICA
Gilbert & Aznavour
Tapman
Do tempo em que ainda havia música francesa, recordamos Gilbert Becaud e Charles Aznavour no seu melhor. Gilbert estará nas faixas ímpares e Charles nas pares. A qualidade será sempre ímpar.
01 Dimanche à Orly
02 Que c’est triste Venise
03 Et maintenant
04 Qui
05 Au revoir
06 La mamma
07 Je reviens te chercher
08 La bohème
09 L’important c’est la rose
10 Hier encore
11 Mes mains
12 For me … formidable
13 Nathalie
14 Et pourtant
15 Quand il est mort le poète
16 Avec
17 Rosy and John
18 Ay mourir pour toi
19 Seul sur son étoile
20 Bon anniversaire
... E o link de hoje é:
http://www.mediafire.com/?4mjnoegxwmt
Informações
O Tapman, como lhe é habitual, honra lhe seja, escreve-me: «A última contribuição com Música Italiana teve menos êxito que as antecedentes, provavelmente devido ao problema do link. Julgo que será necessário certificar-se sempre se ao colar o link ele fica activo, isto é, se a seta do rato se transforma em mão. Caso tal não aconteça peço-lhe que acrescente esta nota "Pelo processo copiar/colar, colocar este link como endereço de nova página do Internet Explorer".
Já agora, a leitora Ângela Gonçalves, de Silves, pergunta onde poderá comprar CDs do Marini e do Carosone. Cá não deve haver, mas pode comprar pela net em http://www.amazon.co.uk/music-rock-classical-pop-jazz/b/ref=topnav__w_h_/203-0249512-2110338?ie=UTF8&node=229816
Passe o que possa ser considerado publicidade, saem mais baratos do que comprados aqui (com portes e tudo).

Ó tempo volta…
Repito, que me desculpem os leitores, quiçá já fartos de me aturar: este Tapman é um perigo! Não contente de nos levar a ouvir coisas de chorar – de saudades e por mais – ainda nos obriga a ir buscar o LP (muita malta que anda por aí, que me perdoe o Sr. Lopes, S., o plágio, nem sabe o que esta sigla quer dizer) do António Mourão.
O pérfido especialista musical está sempre a fazer-nos crer que o «tempo volta pra trás» e a pedir que este nos dê tudo o que perdemos, bem como a solicitar-lhe que tenha pena de nós e nos dê a vida, a vida que já vivemos. Ora reparem: o malandro traz-nos o Carosone, o Marino, o Aznavour e o Becaud e não cita o fadista que alegadamente entende que esse tempo miserável matou as «nossas esperanças vãs» e recorda-lhe que veja bem «que até o próprio Sol volta todas as manhãs». Não se faz.
Numa altura em o Botas é eleito «o melhor português de sempre» (ainda que o Cristiano Ronaldo seja o melhor do Mundo e com um pagamento satisfatório, isto é, qualquer coisa como uns míseros sessenta euros, sessenta por segundo; ainda que o Mourinho por lá ande também, fora as massas das publicidades), numa altura em que o sor Zé Pinto Coelho tenta reeditar o D. João II e expulsar os imigrantes, numa altura em que o País se rebola na mediocridade de saber coisas sobre o engenheiro, numa altura em que muita gente do PPD/ PSD apostrofa o sor Marques Mendes, definitivamente pequenino – é quando o acenar ao tempo para que volte para trás se torna verdadeiramente pornográfico.
Daí o repetir da periculosidade do dito Tapman. Bem vistas as coisas, trata-se de um agitador a anteriori. Abro parênteses. Uma latinada de quando em vez fica sempre bem, tal como andar com o Sol debaixo do braço ao sábado. Desta feita, com aspas e apenas semanalmente. Fecho parênteses.
Quando se entra por estes labirintos, há que ter muita atenção e cuidado correspondente. Tive uma namoradinha, eu 15 aninhos, ela 16, mais coisa, menos coisa, a Elsa, que um belo dia me confidenciou que não podia amar-me muito porque se tinha enamorado perdidamente pelo Gilberto. Nunca saberei o que queria ela dizer com o «amar-me muito». Será que há bitola? Ferido no meu amor próprio – na altura ainda não sabia o que era o ego e, se calhar, ainda não sei – e no centro do coração, lá conseguiu ultrapassar a crise que me entrara a galope e perguntei-lhe quem era esse tal Gilberto e, naturalmente, que tinha ele mais do que eu. Os aspirantes a homens eram assim.
E a perjura respondeu-me, com a altivez de quem pensava que eu era uma besta, que se tratava do bécou. Levei uns dois anos para descobrir que afinal se tratava do Becaud, meu rival nos amores – e nas canções. Sim, porque eu sempre fui mais Carosone. Até cantei o Torero na festa dos finalistas do Camões. O Tapman é um perigo. Um tsunami. Antunes Ferreira





































